Congresso da FIJ advoga ética jornalística contra a intolerância
Publicado a 31/05/2007 FIJ - Federação Internacional de Jornalistas, Guerra no Iraque“No calor da guerra, silenciar jornalistas incómodos não custa mais do que uma bala que não se ouve no meio de uma guerra ruidosa”, afirmou perante o Congresso da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) o presidente da Comissão Parlamentar de Média, Cultura e Turismo do Iraque, Mufid Al-Jazairi, para quem a intolerância para com órgãos de comunicação independentes é o principal problema do país.
Intervindo no painel “Diálogo intercultural na luta pela paz, tolerância e justiça”, o ex-ministro da Cultura iraquiano disse ainda que “quando os terroristas responsáveis por banhos de sangue diários nas ruas do Iraque conseguem escapar impunes, não é difícil que um ‘pequeno crime’ com uma ou mais vítimas fique por punir, mesmo quando essa vítima é um jornalista”.
Numa sessão marcada pela diversidade de olhares, até devido à abrangência do tema, foi ainda destacada a necessidade de haver uma mudança nas atitudes das redacções em relação à tolerância interétnica e inter-religiosa, para que os média não ajudem a promover o ódio racial e a intolerância.
Um dos casos prioritários envolve as relações entre o Ocidente e o Islão, um tema focado pelo jornalista paquistanês Shada Islam, baseado em Bruxelas, por Abdalluh Al-Bakkli, secretário-geral adjunto da Federação de Jornalistas Árabes, e pelo dinamarquês Soren Wormslev, vice-presidente da FIJ.
Outro assunto levantado na sessão foi a denúncia de uma crescente intolerância para com os sindicatos de jornalistas na América Latina, feita por Manuel Méndez, presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caraíbas (Fepalc).
“A informação não é um negócio e como tal os sindicatos precisam de se unir por toda a América Latina e Caraíbas para confrontar a lei do mercado”, disse o responsável sindical, sublinhando que “as condições de trabalho e a qualidade do jornalismo na região têm declinado, o que enfraquece o jornalismo e a sociedade como um todo”.
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